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A Igreja Católica, institucionalizada em 325 d.C.,
sob pedido do Imperador Romano Constantino, que necessitava de um forte aliado
religioso nos tempos iniciais da decadência do Império, assumiu a
responsabilidade, com o Conselho de Nicéia, de publicar e divulgar uma Bíblia
com um Novo Testamento manipulado nos textos e órfão das sentenças que
continham o patrimônio espiritual da humanidade, herança dos nossos
ancestrais. A verdade é que esta Igreja foi uma invenção de Paulo de Tarso,
judeu com cidadania romana, que com sua nova doutrina tentou reduzir os efeitos
das persecuções contra o povo hebraico, abrindo a corrente do cristianismo aos
gentios e aos pagãos. Inspirando-se à lenda de Hórus, criou
a nova imagem de
Jesus para justificar, no contexto do Império Romano, o conflito com a
comunidade hebraica tradicional, e criar assim o conceito do anti-semitismo.
Papa Leão
X (que morreu de repente sem motivos aparentes) afirmou: "Historia
docuit quantum nos iuvasse illa de Christo fabula",“Somos cientes,
dos tempos remotos, quanto nos foi útil a lenda de Jesus Cristo” (Carta
do Papa Leão X ao Cardinal Bembo). (CASCIOLI L. - La favola di Cristo)
Pior
que Leão X comportou-se Paulo III, como refere o embaixador espanhol Mendoza
com termos inequívocos: "Levava
sua irreverência até o ponto de afirmar que Cristo nada mais era que o Sol,
adorado pela seta Mitraica, e Júpiter Amon representado no paganismo na forma
de ovelha ou cordeiro. Ele explicava as alegorias da sua reencarnação e
ressurreição comparando Cristo com Mitra. Dizia, ainda que a adoração dos
Reis Magos nada mais era que a cerimônia na qual os sacerdotes de Zaratustra
ofereciam ouro, incenso e mirra ao deus deles, as três coisas atribuídas ao
astro da luz. Ele sustentava que a constelação de Virgo, melhor ainda, de
Isis, que corresponde ao solstício quando aconteceu o nascimento de Mitra,
tinham sido transformadas em alegorias para determinar o nascimento de Cristo,
razão pela qual Mitra e Jesus sempre foram a mesma entidade. Ele ousava dizer
que não existe algum documento válido
para demonstrar a existência de Cristo,
e que, para ele, sua convicção era que nunca existiu". (CASCIOLI
L. - La favola di Cristo.
Os evangelhos canônicos foram escritos no idioma grego utilizado no
segundo e no terceiro século e, junto a Bíblia, foram traduzidos para o latim
no quarto século. O latim utilizado era um latim eclesiástico incompreensível, que somente
alguns iniciados podiam entender; infelizmente a Igreja era contrária a difusão
da Bíblia fora das mãos dos sacerdotes, e proibia sua tradução em outros
idiomas.
John Wycliff, o primeiro que ousou traduzir a bíblia em inglês, foi
denunciado como herético e sua tradução foi incendiada.
No início do décimo sexto século, William Tyndale foi estrangulado e
depois queimado vivo por ter ousado traduzir a Bíblia em inglês.
As traduções foram
permitidas somente após o Scisma, mas o significado dos textos resultou
frequentemente revolvido devido à influência cultural exercida sobre o
tradutor.
O frade astrônomo Giordano Bruno foi considerado
herético para ter afirmado que o Universo é infinito e não tem um centro, e
foi queimado vivo na praça publica “Campo dei Fiori” em Roma no dia 17 de
Fevereiro de 1600.
A
consequência das atrocidades e persecuções perpetradas pela Igreja católica
foram causadoras do florescer, ao princípio, das Igrejas Protestantes e, em
tempos mais recentes, das Igrejas Evangélicas, Pentecostais e Neo-pentecostais.
Tudo
para salvar o nome de Jesus Cristo. Será?
A
verdade é que Igreja foi sempre símbolo de poder, e poder é também dinheiro.
O
conceito de um Deus único, eterno e espiritual confundiu-se com as necessidades
do dia-a-dia: Curas, maravilhas, profecias e vitórias financeiras são os
pilares das novas Igrejas.
Os
fiéis viraram números de caixas de supermercados e grande é a concorrência
entre as instituições religiosas. As
igrejas disputam diariamente entre
elas a propriedade dos crentes.
A
Igreja Universal do Reino de Deus consegue operar milagres acima do esperado:
Quitar milhões de reais em dívidas, restaurar casamentos, liberar das drogas.
O
avanço da Igreja Mundial do Poder de Deus, liderada por Valdemiro Santiago (por
18 anos militante da Igreja Universal), chama a atenção de especialistas que já
enxergam uma inevitável concorrência. “O crescimento da Igreja Mundial põe
em evidência uma feroz disputa por fiéis”, opina o professor Ricardo Bitun,
doutor em ciências sociais pela Pontifícia Universidade Católica de São
Paulo. Autor da tese Igreja Mundial do Poder de Deus: Rupturas e continuidades
no campo religioso neo-pentecostal, o especialista diz que o aparecimento da
denominação trouxe à tona um controvertido fenômeno entre os evangélicos
que materializa aquela máxima de que “nada se cria, tudo se copia”:
“Encontrei muitos pastores, não só entre os da Mundial, que imitam os
trejeitos de Valdemiro. Falam com o mesmo sotaque mineiro, andam pelo púlpito,
apertam os fiéis entre os braços”, observa.
No
Brasil existem muitas Igrejas com este formato, como, por exemplo, de um lado a
mais tradicional "Assembléia
de Deus", com Deus agora on-line, do outro a "Nova
Assembléia de Deus", que gostaria também ter um Deus on-line.
Afinal,
Igreja sempre foi um bom negócio.
Nas
páginas de "2012 Apocalipse e Ressurreição" Você aprende a
diferença entre a palavra e o conceito de Deus e a palavra e o significado de
Deuses. Descobrirá porque nos tempos remotos se falava de Deuses e quem eram
eles, assim como hoje falamos de Igrejas, e porque são mais de uma, cada uma
com o próprio Deus protetor.
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